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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020
segunda-feira, 17 de dezembro de 2018
Natal 2018
Três fotos do altar/escadinhas do Menino de Jesus entronizado e do Presépio/Rochinha construído no foyer da nossa vetusta Casa Aduaneira por alguns dos nossos mais laboriosos e dedicados Colegas.
Cá da Pérola do Atlântico, desejamos a todos Vós um Bom Natal e um Ótimo Ano de 2019.
quarta-feira, 20 de dezembro de 2017
quarta-feira, 15 de março de 2017
Aniversário da Alfândega do Funchal, 540 anos.
Para escrever sobre o que quer que seja é necessário “apetecer”, “vontade”,
inspiração e principalmente transpiração, mas, escrever algumas palavras que
façam jus à identidade histórica desta instituição, será apenas aflorar factos
e desassossegar o vosso dia de trabalho.
Em 15 de Março de 1477, através de carta, a infanta D. Beatriz, então
administradora da Ordem de Cristo, determinou a criação de postos
alfandegários, em virtude da alfândega de Lisboa, que tinha foral desde as
épocas de D. Dinis e de D. Fernando, não conseguir corresponder ao aumento do
tráfego ultramarino do inicio da época dos descobrimentos.
Quando o
duque D. Manuel, filho de D. Beatriz, assumiu a direcção da Ordem de Cristo e
por morte de D. João II, em 1494, subiu também ao trono de Portugal, uma das
suas primeiras medidas como Rei, foi a incorporação da Madeira no património da
“Coroa para sempre”.
“A
produção açucareira continuava a subir e com ela a atenção para tudo o que
dissesse respeito à Madeira”.
Com efeito,
a boa aclimatação da cana sacarina a uma terra fértil e pródiga em água,
transformou a ilha, logo na segunda metade do séc. XV, em região exportadora de
um produto exótico com colocação muito rentável no mercado europeu, para além
de vir colmatar as necessidades cerealíferas do reino que o Norte de África,
afinal, não conseguia satisfazer.
“Desta
forma os aspectos económicos passaram a merecer por parte do Rei uma muito
especial atenção, pelo que foi reformulado o diploma da alfândega do Funchal.
Tal como outros diplomas de carácter jurídico e administrativo, também o
diploma da alfândega do Funchal veio a servir de modelo para as alfândegas dos
Açores e dos demais domínios ultramarinos portugueses.”
Naquele
tempo, a Madeira assumia para o Reino um papel fundamental no espaço
geoeconómico do Mediterrâneo atlântico, a que se veio juntar anos mais tarde,
os Açores, hoje, a Madeira e os Açores possuem uma capital importância
geoestratégica e geopolítica, não só para o todo nacional, mas, para a União
Europeia.
Neste dia em
que se completa mais um aniversário desta vetusta instituição, não esquecemos o
passado que nos alicerça, mas, olhamos o futuro com curiosidade e temperança,
afinal, sabemos bem que as mulheres e os homens passam, a instituição fica.
Para
terminar, esta singelíssima celebração, trago-vos um poeta, para mim, “mágico”:
“Ficámos,
pois, cada um entregue a si próprio, na desolação de se sentir viver. Um barco
parece ser um objecto cujo fim é navegar; mas o seu fim não é navegar, senão
chegar a um porto. Nós encontrámo-nos navegando, sem a ideia do porto a que nos
deveríamos acolher. Reproduzimos assim, na espécie dolorosa, a fórmula
aventureira dos argonautas: navegar é preciso, viver não é preciso.
Sem
ilusões, vivemos apenas do sonho, que é a ilusão de quem não pode ter ilusões.
Vivendo de nós próprios, diminuindo-nos, porque o homem completo é o homem que
se ignora. Sem fé, não temos esperança, e sem esperança não temos propriamente
vida. Não tendo uma ideia do futuro, também não temos uma ideia de hoje, porque
o hoje, para o homem de acção não é senão o prólogo do futuro.”
Bernardo Soares/Fernando Pessoa, Livro do Desassossego, Ática, 1982.
Continuação
de um ótimo dia de trabalho e saudações aduaneiras e tributárias cá da Pérola
do Atlântico!
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
A Alfândega do Funchal.
Olá, boa tarde meus amigos.
Ainda
a propósito dos incêndios na Ilha da Madeira e da circunstância da
Alfândega do Funchal ter sido das poucas instituições públicas a
funcionar durante o dia de ontem, gostava de referir o seguinte:
Para
a esmagadora maioria das pessoas, a alfândega são aqueles homens e
mulheres que trajam de azul e branco, que se encontram à saída da sala
de bagagem nos aeroportos, que após uma cansativa viagem e uma
interminável espera pelas nossas malas, nos impedem de ir ao encontro de
familiares e amigos que nos aguardam impacientes, ainda nos querem
revistar e revirar os nossos preciosos pertences.
Pois bem, tenho uma surpresa para quase todos vós: a alfãndega é muito mais do que um empecilho, mas essa é outra história...
O
que aqui venho dizer é que nas Regiões Autónomas da Madeira e dos
Açores, para além de todas as atribuições que nos estão acometidas
idênticas ás das restantes alfândegas continentais, foi-nos atribuida
uma tarefa adicional, uma tarefa fundamental para o normal funcionamento
das economias regionais e que é o controlo na entrada de mercadorias
pereciveis, mas não só, bens de primeiríssima necessidade e que se
destinam ao consumo da população residente e turistica, como por
exemplo: carne, manteiga, queijo, arroz, azeite, óleo, forragens, etc,
etc. Todas estas mercadorias são sugestíveis de receber ajudas no âmbito
do regime POSEIMA, um programa específico comunitário de apoio ao
abastecimento das regiões ultraperiféricas. Ora, este é o motivo
primeiro pelo qual a alfândega não pode encerrar portas, só mesmo em
caso de não conseguimos aceder ao nosso edifício.
Sendo
certo que durante o dia de ontem não estavamos todos ao serviço, em
virtude de alguns colegas se encontrarem a defender as suas casas do
fogo, os que se encontravam em condições de assegurar o seu posto de
trabalho e o daqueles que não o puderam fazer, disseram presente!
Sinto uma enorme responsabilidade e um imenso orgulho em ser aduaneira! Um por todos e todos por um!
sexta-feira, 29 de julho de 2016
terça-feira, 15 de março de 2016
Aniversário da Alfândega do Funchal: 539 anos.
Hoje é
dia de aniversário na Alfândega do Funchal. São 539 anos cheios de aventuras,
de trabalhos e de lutas, sim, de lutas!
Em 1644
reinava D. João IV, e devido “… à necessidade de
controlar o contrabando e defender o desembarcadouro das fazendas, o Rei
determinou a construção de uma fortificação nas casas da Alfândega.”
Com canhões
e tudo…
“A bateria ficou constituída por um baluarte triangular avançado ao mar, construído sobre a
cortina da cidade. (…) Esta bateria teria sido sumariamente artilhada na época
da primitiva construção, ou seja em 1630, (…).”
Nesta
casa já se fez de tudo, os nossos antepassados até artilheiros foram!
“É ainda possível que o tenha sido antes, dado que os primeiros alvarás que
constituíram a nómina de bombardeiros do Funchal apontavam para os guardas da
Alfândega como os primeiros potenciais artilheiros. (…) Reducto da Alfândega, o
qual franqueia a praia entre a fortaleza de São Lourenço e a Fortaleza Nova,
com 2 peças de artilharia, o que se fez para a defesa e guarda da fazenda real
da Alfândega, que se desmandava por várias partes”.
E
excomungados!
“Nos inícios do século XVII a alfândega do Funchal teve francas
dificuldades em conseguir encontrar rendimentos para pagar ao clero local e aos
militares castelhanos aqui estacionados. Desta situação nasceram questões
melindrosas, com o bispo do Funchal a excomungar os oficiais da pagadoria e os
soldados a colocarem cerco ao provedor, não o deixando contactar ninguém,
receber água ou comida, sem primeiro lhes pagar. Assim, assumindo o bispo D.
Jerónimo Fernando, que excomungara os oficiais da Alfândega, o lugar de
governador, determinou a fortificação destas casas, muito provavelmente para obstar
a situações como as decorrentes dos cercos dos soldados do presídio
castelhano.”
Enfim,
foram tempos verdadeiramente atribulados.
São
estas as memórias que valem a pena serem recordadas em dias de celebração,
histórias de homens valentes, em tempos verdadeiramente difíceis.
quarta-feira, 10 de junho de 2015
Quadras aeroportuárias
Oh
meu querido Santo António
Santo
da minha devoção
Traz
bons ares ao aeroporto
Que
isto está uma confusão!
*
Com
o progresso tecnológico
Tudo
se compra na net
É o
telemóvel, é o vestido
Mas
nada de juntar o frete!
*
Esquecem-se
da mercadoria
Atrasam-se
nas declarações
Depois
ficam estupefactos
Pois
têm de pagar Leilões!
*
Exigimos
com rigor
Tudo
o que é necessário
A
Contrastaria, o Cites
O
Furim e o Fitossanitário!
*
O
operador económico
Vem
esbaforido a reclamar!
E
tão urgente! Ai o cliente!
Onde
é que isto vai parar?!
*
Pode
dar-me uma franquia?
Qual
é o melhor artigo?
Imprime-me
a declaração?
Veja
em mim um amigo!
*
Faz
um milagre bem feito
No
momento de desalfandegar
Queremos
a fatura correta
Não
nos estejam a aldrabar!
*
Controlo
documental?
E
melhor verificar!
Na
fatura estão cebolas
No
volume um alguidar!
*
O
comprovativo de pagamento
E diferente
da fatura
Toma
lá uma coima
Ai
meu Santo, que loucura!
*
Nesta
Alfândega do Aeroporto
Quem
está primeiro é o utente
Tem
toda a consideração
E na
verdade nunca mente… !
*
E
se a divida surgir
A carga
não vai embora
Vem
a malta das Finanças
Tem
de proceder à Penhora!
*
Quero
a minha carga já!
O
valor real? Nem vê-lo!
Não
concordo com nada disto,
Traga-me
o Livro Amarelo!
*
Tudo
funciona tão bem
Neste
mundo aduaneiro
Sto
António de Lisboa
Fica
cá o ano inteiro!
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Aniversário da Alfândega do Funchal: 538 anos.
2015-03-13
Bom dia.
Hoje amanheceu um dia cheio de sol
como é hábito por estas paragens.
Da minha janela
eu vejo o mar,
um mar azul
cheio de oraculares promessas.
AP
No próximo domingo, dia 15, completa-se mais um ano de
existência desta vetusta instituição, são 538 anos de intenso labor, suor,
lágrimas, dedicação, aperfeiçoamento, mas também de júbilo e satisfação.
Este ano partilho convosco um excerto de um romance de uma
escritora que adoro e um poema de um autor madeirense que muito aprecio,
celebrando desta forma mais um aniversário da Alfândega do Funchal, espero que
apreciem…
“João Gomes, conhecido por «Trovador», que casou no Funchal
com a filha dum companheiro de Gonçalves Zarco, foi homem de cuidados e
suspiros. Além de vereador da Câmara em 1472, entrou na abundante polémica do
Cancioneiro Geral acerca de quem melhor ama: se o que cuida ou o que suspira.
Isto não impressionava se não fosse a elegância das trovas, dignas de um pajem
do Livro do Infante D. Henrique, que, pelo que se diz, ele foi. João
Gomes da Ilha teve a sorte de produzir bons versos, decerto antes que o cargo
de juiz ordinário lhe embotasse a veia poética. «Da lembrança do passado/com
desejo do futuro/em o tear do cuidado/se tece mui restorçado/ terço pelo verde
escuro.»
In “A Corte do Norte”, Agustina Bessa – Luís, Guimarães Editores,
2008
Marlon Brando
Todas as ilhas contêm, no esplendor da sua água e da
sua pedra, na sua luz submersa,
ferida pelo mar,
o que resta daquilo que fomos e fizemos, tantas vezes
sem saber porquê.
Eu também fui o homem,
antes de os tigres do mundo me arrancarem o coração.
Abandonei um palco que era a própria vida,
com as suas estátuas de ouro falso e cristal.
Voltei as costas, fugi para o sul, esqueci.
Contemplei,
no fatídico poente das tempestades,
um vulto inclinado que parecia cantar para mim,
mas não parti de Tetiaroa,
essa ilha onde ouvi na minha voz outra voz que mal
se ouvia,
onde me fechei na cor das gardénias que rodeavam
o quarto,
o pensamento em chamas, os apocalipses da minha
insónia.
Eu também fui o homem, mas não regressei.
In “Assim na Terra como no Céu”, José Agostinho Baptista,
Edição de autor, 2014
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