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sábado, 13 de setembro de 2025

Leituras

 “Muitas vezes me refiro a uma seita como a comunidade de escritores, editores, livreiros e leitores que teima em manter os livros no lugar dos livros, como artefactos da imaginação imprescindíveis à nossa sobrevivência.

Uma crença que se estreita e se alarga, conforme a nossa crença na causa e no esforço que fazemos por ela. 

Mas, hoje, eu sei que a seita tem ainda uma outra dimensão, a de nos ampararmos uns aos outros, para sentirmos a perda não como perda mas como experiência, e o pânico não como pânico mas como campainha. E a beleza como supremo conforto.”

in “Em todos os sentidos”, de Lídia Jorge, citado por Afonso Cruz, em “O vício dos livros II”, Companhia das Letras, pág 143.



quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Leituras

“Tsundoku”, uma palavra que em japonês significa uma pilha de livros por ler.

“Seria expectável que um grande leitor fosse aquele com menos livros por ler na sua biblioteca, pois leu muitíssimo, mas não é isso que acontece: o melhor leitor tem sempre cada vez mais livros por ler. Quanto mais lê, mais essa lista aumenta.”

in “O vício dos livros II”, de Afonso Cruz, pág 97.

Ora bem.



quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Leituras

“No instante em que o livro chega às mãos do leitor, torna-se outra coisa: vasto, múltiplo, indomável. É um cavalo selvagem. Parafraseando Barthes, o preço para o nascimento do leitor é a morte do autor, deixando este de ter autoridade sobre a própria criação: o texto passa a existir como uma entidade independente, aberta a interpretações limitadas, deixando definitivamente a casa dos pais.”

in O Vício dos Livros II, Afonso Cruz, pág 23.