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domingo, 21 de julho de 2024

Leituras

 Durante este fim-de-semana, fez muito calor aqui na Região, só saí de casa ontem pela manhã, depois, resguardei-me no frescor de casa.

Entregue às leituras, e não só…

Terminei a leitura de “Uma Paixão Simples”, de Annie Ernaux, uma descoberta, terei de regressar para confirmar as primeiras impressões, positivas.

Entretanto regressei a Duras, decorridos 30 anos da primeira leitura, senti necessidade/vontade de revisitar um romance icónico e intemporal, é muito raro fazê-lo…

Posto isto, boa noite, ótima semana e leituras fresquinhas, meus amigos!



quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Livro: Moderato Cantabile, Marguerite Duras, Relógio D'Água, 2014.

Foram poucos, muito poucos, os livros que fizeram vibrar as cordas mais íntimas do meu ser, Moderato Cantabile, de Marguerite Duras, consegui-o.
Um romance com 81 páginas, lido e relido, sofregamente, nem acreditava no que me estava a acontecer, a sentir, a voar, a viver.
Uma estória de amor, pleno de sensualidade e de álcool, uma escrita desconstruída, no tempo, na ação, nas personagens.
De Duras, li há muitos anos O Amante da China do Norte e mais recentemente Olhos Azuis Cabelo Preto. Do primeiro pouco recordo, agora, mais do que nunca, sinto necessidade de retornar a ele, do segundo, senti que foi uma leitura algo difícil, um texto muito desestruturado, hermético.
Para alguns, Moderato Cantabile é o seu melhor romance, não sei, talvez. Eu gostei muito.

O fogo alimenta-lhe o ventre de feiticeira, ao contrário das outras. Os seios tão pequenos de cada lado desta flor tão pesada ressentem-se do facto de estar mais magra e doem-lhe. O vinho escorre na boca, cheia de um nome que ela não pronuncia. Este facto silencioso quebra-lhe os rins.”

Recomendo com urgência que leiam...


sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Livro: Olhos Azuis Cabelo Preto, Marguerite Duras, Relógio D’Água, 2014.

Terminei a leitura de Olhos Azuis Cabelo Preto, uma obra pouco conhecida da escritora Marguerite Duras. Da autora li há muitos anos O Amante da China do Norte, um romance autobiográfico, do qual, confesso, já não me lembro do que li.
A leitura deste romance de poucas páginas foi intrigante. Tendo sido esta uma semana particularmente exigente e cansativa, à noitinha, a sua leitura transportava-me para outra dimensão, a dimensão de Duras, obrigando-me a desligar do dia que então terminava.
De leitura difícil, exige do leitor uma entrega total, mas, compensa. A literatura compensa.

Uma última frase, diz o ator, poderia talvez ter sido dita antes do silêncio. Supostamente teria sido dita por ela, para ele, durante a última noite do amor dos dois. Estaria relacionada com a emoção que por vezes se sente quando se reconhece aquilo que ainda não se conhece, com a impossibilidade em que se está de não se poder exprimir essa impossibilidade por causa da desproporção das palavras, da sua magreza, face à enormidade da dor.”


Recomendo a leitura de Olhos Azuis Cabelo Preto, mas dou conta, de que não é de leitura fácil…