domingo, 10 de agosto de 2025
terça-feira, 1 de julho de 2025
domingo, 5 de janeiro de 2025
sábado, 3 de agosto de 2024
Leituras
“Há muito poucos acontecimentos históricos que nos desconcertem tanto como as cruzadas e que nos pareçam tão difíceis de compreender. A inteligência não dispõe de meios que lhe permitam apreender a imensa força de sugestão que as suscitou. Quando descobrimos depois as terras conquistadas transformadas em Estados vassalos de tipo medieval e a corte de Antioquia com os seus chanceler, marechal, senescal e condestável, tal como uma corte de Lorena ou da Normandi, ou quando seguimos as intrigas entre o conde de Trípoli e o rei da Arménia, o rei de Jerusalém e o Imperador de Bizâncio, temos, então, de nos perguntar se será adequado falar de impulso espiritual.”
Schwarzenbach, Annemarie - Inverno no Próximo Oriente, Relógio D’Água, 2017, pág 66.
terça-feira, 16 de julho de 2024
Leituras
Perguntaram-me que livro de poesia surgiria para quem não tem o hábito de ler este género de literatura, sugeri “Minha Senhora de Mim”, de Maria Teresa Horta, publicado pela primeira vez em 1971, foi apreendido pela PIDE, só voltou a ser publicado após 25-04-1974, com várias edições.
Foi uma pedrada no charco, um desafio às mentes cinzentas, retrógradas e hipócritas da época.
Embora a capa seja semelhante à da primeira edição, esta é de 2015.
domingo, 31 de março de 2024
Leituras
Iniciei a leitura deste “pequeno” romance histórico durante a viagem Ponta Delgada/Lisboa, com uma escrita cheia de deliciosos regionalismos açorianos deixei-me envolver por uma estória de emigração para o Brasil.
“Se os Açores são ilhas vulcânicas, os açorianos são as suas cinzas espalhadas pelo mundo.”
Agora que terminei a sua leitura constato que “A escravatura branca açoriana foi uma dura realidade e ainda persiste na memória coletiva.”
Confesso que desconhecia que a emigração açoriana tivesse chegado a tanto.
Ter efetuado esta leitura logo após a nossa visita a 2 das 9 ilhas que compõem o arquipélago, provocou-me uma enorme admiração e ternura pelos seus habitantes.
“Os estrangeiros diziam que os Açores eram a morada fixa da melancolia, do fenómeno do insulismo, ou islandness: a paradoxal loucura feliz de se viver em ilhas. Podia também ser um anarquipélago.”
Conhecer pessoas/habitantes de lugares diferentes dos nossos e ler o que escrevem os escritores aí nascidos e criados, torna-se uma experiência que só a literatura nos pode proporcionar!
“Tratavam-se jocosamente uns aos outros, consoante as ilhas de origem: os inhameiros de S. Jorge; os tinhosos da Graciosa; os cachalotes do Pico; os lapujos das Flores; os cagarros de Santa Maria; os águias do Corvo; os alferes da Terceira; os contrabandistas do Faial; e os almas de pau de São Miguel. Os micaelenses sempre foram muito distantes, e a explicação existe: habitam a única ilha do Arquipélago de onde mal se vê qualquer outra. Até quando se avista Santa Maria, a mais próxima - e tem de ser em sítio elevado, com céu limpo -, é profecia de chuva. Por isso, há uma sensação de se viver em território continental, na portugalidade, e de se dizer que os outros açorianos é que são das “ilhas”. Um problema de umbigo por falta de vizinhança.”
Muito aprendi com esta viagem a 2 ilhas do arquipélago açoriano (Terceira e S. Miguel), certamente ficou muito para conhecer e sentir, não falando das restantes 7, haveremos de regressar…
Agora vou regressar a Maria Velho da Costa, boa noite, boa semana e votos de um ótimo mês de abril, meus amigos!
quinta-feira, 28 de março de 2024
Leituras
Iniciei a leitura deste romance durante a viagem Ponta Delgada/Lisboa, com uma escrita cheia de deliciosos regionalismos açorianos, claro está, deixei-me envolver por uma estória de emigração para o Brasil.
Muito aprendi com esta viagem a 2 ilhas do arquipélago açoriano, e muito haverá a aprender com as restantes 7, ainda bem…
Boa noite, meus amigos!







