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sábado, 20 de maio de 2023

In Granta em Língua Portuguesa - O Outro.

“Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.”

Por Clarice Lispector, in Granta em Língua Portuguesa - O Outro. 

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Livro: Granta em Língua Portuguesa/1-Fronteiras, Tinta-da-China, 2018.


Em maio saiu simultaneamente para as bancas brasileiras e portuguesas a nova Granta em Língua Portuguesa – Fronteiras. 

Assinei, recebi e terminei a leitura desta nova publicação durante este mês.

A Granta é uma revista literária nascida em 1889 e criada por estudantes da Universidade de Cambridge, inicialmente publicava artigos sobre política e outros relacionados com a Universidade, mas pouco a pouco foi dando a conhecer jovens escritores e captando novos públicos, para alguns dos jovens artesãos da escrita funcionou como rampa para o sucesso. 

A partir de 2009, a revista começou a ser publicada fora do Reino Unido e em 2013 já depois de ter passado pelo Brasil, chega a terras lusas através da chancela da Tinta-da-China. 

A Granta portuguesa é uma revista literária, com fotografias, desenhos e possui um design cuidado, é constituída principalmente por contos de autores de língua portuguesa e estrangeiros traduzidos.

Através dela pude tomar contacto com autores que ainda não tinha tido oportunidade de ler, apesar de ter ouvido falar deles e outros que nem conhecia.

Existem no mercado múltiplas revistas literárias, mas, para especialistas e académicos, a Granta é uma revista literária acessível ao grande público, onde me incluo.

Esta nova Granta em Língua Portuguesa foi publicada simultaneamente no Brasil e em Portugal e possui contos em língua portuguesa bem como outros estrangeiros traduzidos em língua portuguesa nos seus diversos cambiantes.

A finalizar, quando a Granta saiu para as bancas em 2013, primeiro estranhei depois entranhou-se, o mesmo fenómeno passou-se com esta nova Granta em Língua Portuguesa, com esta publicação foi derrubado mais um muro entre o Brasil e Portugal. 

Seria injusto deixar de referir os onze prefácios escritos por Carlos Vaz Marques, o diretor da revista, são todos excelentes.

Recomendo vivamente que embarquem nesta viagem transatlântica entre as margens do mesmo Oceano…


terça-feira, 24 de julho de 2018

Granta em Língua Portuguesa - Fronteiras.

Este mês renovei a assinatura da Granta.
Transmutada em Granta em Língua Portuguesa - Fronteiras, porque saiu simultaneamente em Portugal e no Brasil.
Recebi hoje o primeiro número. Promete.


quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Livro: Granta 8 - Medo, Tinta-da-China, Outubro de 2016.

Terminei a leitura da revista Granta, desta vez o tema escolhido foi o Medo, sentiacuriosidade a cerca deste tópico e aguardava com alguma expectativa a chegada da revista, ela não me decepcionou, os contos são todos fortes, uns de cariz mais pessoal, dramas, acontecimentos que não mais foram esquecidos, outros, ficções construídas em cima de cenários de guerra presente e passada, não estava à espera, confesso, uma coisa é ler sobre guerras passadas, lá, longinquamente no tempo, outra bem diferente é ler sobre conflitos bem recentes e sobre guerras que estão a acontecer, cenários de horror, seres humanos que vivem gerações em permanente estado de Medo, só porque pensam, professam, vivem de modo diferente.
Os autores dos textos são fantásticos, cada um com o seu estilo bem distinto, gostei de os descobrir e apreciar.
Enquanto tema, o Medo conduz-nos à nossa experiência pessoal, o que é o Medo, de que é que temos Medo, como o enfrentamos. Todos nós já passamos por experiências em que batemos de frente com o Medo. O Medo faz parte das nossas vidas e por Medo seguimos um caminho e não outro. As nossas vidas desenrolam-se e só depende de nós deixar que o Medo bloqueie as nossas acções e os nossos sonhos, ou lhes imponha um freio para que não desembestemosestrada fora. Afinal o que procuramos nós senão o equilíbrio?

Termino esta singela reflexão, recomendando vivamente a leitura desta nova Granta…


segunda-feira, 20 de junho de 2016

Livro: Granta 7 - Palco, Tinta-da-China, Maio de 2016.

Ontem à noite terminei a leitura da revista Granta, a nº 7, cujo tema foi O mundo é um palco.
Acompanho a publicação da revista desde o seu primeiro número, claro que estou a falar da revista publicada em Portugal, pois a sua origem é inglesa e já existem muitas edições em várias línguas.
Este número é especial, pois em meu entender, a revista atingiu um grau de amadurecimento, uma densidade, uma qualidade superior em quase todos os contos.  
Em tempo de férias, em tempo de corre-corre, sabe bem ao final de dias extenuantes ou outros nem tanto, sabe bem como dizia, sentar-me, recolher-me e ler, descobrir e saborear, escritores que não tinha ainda lido, escreverem sobre temas muito interessantes e atuais.
Todos os contos giram à volta do palco que é a vida, dos personagens que somos todos nós, dos papéis que desempenhamos nesta vida, umas vezes de livre vontade, outras nem tanto.
Nunca desejei ser atriz ou trabalhar num teatro, mas tenho a consciência que vivemos num mundo de faz-de-conta que sou…
Tal como as férias continuam, eu continuarei a gostar de me surpreender e de descobrir novos escritores, novas leituras.

Recomendo vivamente a leitura deste número 7, da Granta, surpreendam-se vocês também…



quarta-feira, 28 de outubro de 2015

GRANTA 6 - Noite, Tinta-da-China, Outubro de 2015.

Ontem ao final da tarde, embalados pela música do Ahmad Jamal, terminava eu a leitura da Granta, enquanto o Luis se entretinha a preparar o jantar para nós os dois. Um fantástico e sereno final de dia…
Foi uma boa leitura para o Outono sempre tão ameno no Funchal.
O tema escolhido para este número foi a Noite e o Carlos Vaz Marques (CVM) no seu editorial escreve que 

“Sabe-se lá o que a noite propicia e proporciona. Perdi a conta ao número de vezes em que me foi garantido que de noite todos os gatos são pardos. Também se dizia frequentemente que deitar cedo e cedo erguer, etc. e tal. O saber em conserva dos provérbios populares estava sempre disponível – e quanto mais rimado, mais verdadeiro.”

O CVM continua por aí, fora a tecer considerações bem curiosas sobre a noite versus o dia, terminando o seu editorial com a seguinte conclusão:

 “Na noite cabe tudo: o tangível e o imaginado, a insónia e o sono, o sonho e o pesadelo, o cansaço e o descanso, a boca que beija e a boca que morde, o isqueiro e a lâmina, o salto e o susto, a sombra e a sombra da sombra.”

Composto por quinze contos, de outros tantos escritores portugueses e estrangeiros, para além do Editorial sempre muito interessante do Carlos Vaz Marques.
Irei apenas referir os contos de que mais gostei: o conto de A. M. Pires Cabral, muito forte, muito consistente, muito completo; o conto de Robert Macfarlane, muito interessante; o conto de Helen Simpson, estranho e muito curioso; gostei do conto do William Boyd; não gostei nada do conto de Antónia Pellegrino, pelo tema e pela realidade que descreve; adorei os contos do José Rico Direitinho, do Colin Thubron, da Dulce Maria Cardoso, do Mário Cláudio e achei interessantes os contos da Ana Teresa Pereira e do Nuno Júdice.
De muito boa leitura, recomendo mais este número da GRANTA, da qual renovei a assinatura, pois permite-nos ir tomando contacto com novos e também já consagrados escritores…