quarta-feira, 14 de julho de 2021
in Sobre a Leitura, de Marcel Proust, Relógio D'Água, 2020.Tradução de Miguel Serras Pereira.
terça-feira, 13 de julho de 2021
Livro: Octaedro, Julio Cortázar, Cavalo de Ferro, 1ª edição/set17.
Mais uma estreia, mais uma curiosidade satisfeita, depois de Juan Rulfo, foi a vez de conhecer o escritor argentino Julio Cortázar (1914-1984).
Ao final da tarde de ontem, concluí a leitura de um pequeno livro de contos, Octaedro, de seu nome. Composto por um conjunto de textos muito interessantes, abordam as relações humanas que se estabelecem ou se imagina que acontecem durante as viagens quotidianas de metro, entre os amigos e recorrentemente o tema da morte.
“Nos interstícios da realidade nascem aventuras improváveis: um rosto refletido numa janela, que desencadeia o nascer de sentimentos amorosos segundo uma logica combinatória relacionada com os percursos da rede do metropolitano; mortos que voltam a morrer na viscosidade ilusória dos sonhos; personagens irreais que procuram a sua existência através de dolorosas mentiras – Morte, amor, relações humanas e a presença constante e imperturbável do inexplicável: todas as faces da existência humana e a certeza que fica, no final, de que nenhuma delas pode ser encarada somente através de um único prisma.”
“O octaedro de oito contos publicado originalmente em 1974 e, até hoje, inteiramente inédito em Portugal, é um dos livros mais representativos e celebrados de Cortázar, em que a audácia estilística se equipara ao desafio constante perante os determinismos e previsibilidade da vida quotidiana.”
Um autor a que futuramente hei de regressar…
segunda-feira, 12 de julho de 2021
quinta-feira, 8 de julho de 2021
Livro: Pedro Páramo, Juan Rulfo, Cavalo de Ferro, 3ª edição/jun17.
Enriquecido com os textos de Gabriel García Márquez e Carlos Fuentes, Pedro Páramo, de Juan Rulfo (1917-1986), natural de Apulco, Jalisco/México, é “Uma das melhores novelas das literaturas de língua hispânica e provavelmente da literatura universal.”, escreveu Jorge Luis Borges.
A propósito desta leitura, senti a necessidade de aprofundar os conceitos de “conto”, “novela” e “romance”, ler também implica aprofundar conceitos que se julgam sabidos.
Relativamente à leitura de Pedro Páramo, apesar do que já havia lido sobre o escritor e sobre esta obra em particular, senti-me mergulhar num universo paralelo, onde os vivos convivem com os mortos, onde as relações entre homens e mulheres, ricos e pobres se prolongam para lá da vida, o tempo que não existe, quando existe é simultâneo.
Vidas doridas, numa “região árida e pobre, onde camponeses que lutam pela subsistência, caciques brutais e revolucionários sanguinários, coexistem num cenário semidesértico carregado de injustiça, violência e morte.”
Recordei a escrita de Gabriel García Márquez, e apurei que a sua obra “é considerada como fundadora, origem de uma nova forma de literatura, que deu lugar a escritores como Gabriel García Márquez, um dos seus mais famosos e reconhecidos devedores.”
Uma novela para ser lida em tempo pausado, entramos, mas temos de sair daquele universo, hei de regressar a Juan Rulfo, seguramente.
Recomendo…

