domingo, 5 de janeiro de 2020

5jan1953.

Noite de estreia, em Paris, de À Espera de Godot, escrita por Samuel Beckett em 1948 e publicada em 1952. A peça provocou um escândalo. Vladimir e Estragon, os dois vagabundos mais celébres da literatura, iniciaram sob protestos a sua jornada pelos palcos.

Agenda Literária 2020, Helena Vasconcelos, Quetzal.

sábado, 4 de janeiro de 2020

4jan1847.

Emily e Anne Brontê dirigem-se aos Correios e enviam à editora T. C. Newby os manuscritos, respetivamente, de O Monte dos Vendavais e Agnes Grey. Os dois romances foram publicados em dezembro desse mesmo ano - sob os pseudónimos Ellis Bel e Acton Bell.

Agenda Literária 2020, Helena Vasconcelos, Quetzal.

3jan1942.

Nasce, no Porto, Vasco Graça Moura. Licenciou-se em Direito, exerceu advocacia entre 1966 e 1983, mas dedicou-se à escrita, destacando-se, principalmente, na poesia, área na qual deixou uma marca perene. Após o 25 de abril de 1974, aderiu ao Partido Social Democrata, tendo exercido vários cargos governamentais e não governamentais. Foi, ainda, deputado no Parlamento Europeu.

Agenda Literária 2020, Helena Vasconcelos, Quetzal.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

2jan1914.

Lord Byron termina O Corsário, um bestseller na altura (10 000 cópias vendidas no primeiro dia).
Poema típico da época e do estilo do autor - arrebatado, aventureiro, apaixonado, exótico.

Agenda Literária 2020, Helena Vasconcelos, Quetzal.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Agenda Literária 2020, Helena Vasconcelos, Quetzal.

A primeira edição de Frankenstein ou o Novo Prometeu surge a 1 de janeiro de 1818.
Mary Sheiley (1797-1851) começou a escrever este primeiro romance de ficção cientifica no verão de 1816, passado na Suiça com Percy Shelly, Lord Byron e o médico deste Polidori.
Numa noite de tempestade, discutiram o princípio da vida.
Polidori interessava-se por fenómenos como o sonambulismo, o magnetismo animal, as teorias galvânicas e a utilização da eletrecidade dinâmica.
Mary acabou Frankenstein em maio de 1817 e, durante todo esse tempo, não conseguiu esquecer o bebé que tivera e que morrera.
Sonhava trazê-lo de novo à vida.
A criação do monstro por Victor Frankenstein remete para as ansiedades, os medos e as angústias do parto.
O facto de o médico se deparar com o horror da deformidade do seu «filho», de o abandonar e de desejar que ele morra mostra bem as angústias de Mary.
Com os avanços científicos modernos em todos os campos, especialmente em medicina, cirurgia e biotecnologia, é tempo de repensar o tenebroso mito e reler este romance prodigioso de uma então muito jovem mulher.

Agenda Literária 2020, Helena Vasconcelos, Quetzal.

Em janeiro de 1887, Carlos da Maia e João da Ega, mais velhos e mais avisados, visitam o Ramalhete e recordam o passado.
Emocionado, Carlos reflete sobre o tempo na velha casa com o avô e os amigos.
À saudade responde João da Ega, amargo e irónico:
«Falhámos a vida, menino!»

Eça de Queirós, Os Maias.

1jan1919.

Devemos-lhe um dos mais brilhantes romances sobre a passagem para a vida adulta, tendo como protagonista um rapaz inquieto, de seu nome Holden Caulfield, o anti-herói de À Espera no Centeio, J. D. Salinger, que trocou a vida agitada de Manhanttan por uma reclusão quase completa, escreveu brilhantes contos e novelas e nasceu neste dia em Nova Iorque.

Agenda Literária 2020, Helena Vasconcelos, Quetzal.