segunda-feira, 3 de junho de 2024

Leituras.


Terminei a leitura do romance “Maria Moura”, de Rachael Queirós, vou sentir saudades daquela mulher forte, arrojada, corajosa, da Casa Forte construída na Serra dos Padres, dos seus “cabras”, de todos os que compõem a galeria de personagens deste extraordinário romance de 500 páginas cheias de movimento, cheiros, texturas e enredo, vou mesmo.

De acordo com a escritora, Maria Francisca Gama, a ação de “a cicatriz” desenrola-se na cidade de S. Paulo, assim, vou manter-me por lá, no imenso território brasileiro, abandonando o sertão em direção à grande metrópole. 

Estou curiosa.


quinta-feira, 23 de maio de 2024

Leituras.

Depois dos contos maravilhosos de Clarice Lispector, mantendo-me em terras de Vera Cruz, seguindo a recomendação de uma académica brasileira, entrego-me a Raquel de Queiroz.

Foi escritora, jornalista, militante contra a ditadura Vargas e porta-voz do Nordeste brasileiro.

Nas palavras de Heloisa Buarque de Holanda, Raquel é “nossa grande literatura feminista […] avant la lettre”.

Foi a primeira mulher a entrar na Academia Brasileira de Letras!

Este título ganhou o Prémio Jabuti de Ficção do ano de 1993.

Narrado no Brasil rural do séc XIX, o livro conta a saga de Maria Moura, personagem forte, feminina e sertaneja.

O sertão, a liberdade, a violência, a disputa por terras, a religiosidade, a vontade e a emancipação feminina, a amizade e o amor são grandes temas de Raquel de Queiroz, todos tratados nesta obra-prima, escrita quando a autora já contava 82 anos.

Promete!