terça-feira, 20 de outubro de 2020

Livro: O Mistério do Quarto Amarelo, Gaston Leroux, Coleção Vampiro, nº 29 - Livros do Brasil, 2019.

 Há muito tempo que não lia um livro da famosa Coleção Vampiro, coube-me a sorte de ler O Mistério do Quarto Amarelo, de Gaston Leroux (1868-1927). 

Publicado em 1907, foi o seu primeiro sucesso literário e considerado um clássico da literatura policial, mas Gaston Leroux é também o autor do aclamado O Fantasma da Ópera. 

O repórter-jornalista Joseph Rouletabille, é o protagonista de uma série policial do qual O Mistério do Quarto Amarelo é o primeiro volume, um personagem singular.

Apreciei muito este mistério, ao género de Edgar Allan Poe e Arthur Conan Doyle, aliás grandes influências reconhecidas pelo autor.

Concluo, convidando à leitura de O Mistério do Quarto Amarelo…


 

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

in JL n. 1305, Da conquista ao cuidado, O regresso à terra das ciências, Ecologia, Viriato Seromenho-Marques.

"Na maioria dos casos, como bem escreveu Nietzsche, a ciência moderna não produz pensadores, mas operários especializados que se limitam a cumprir ordens, como soldados no campo de batalha."

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Livro: Os Lindos Braços da Júlia da Farmácia, J. Rentes de Carvalho, Quetzal, 2014.

Encerrei o plano de leituras no masculino - autores de língua portuguesa com J. Rentes de Carvalho (1930), o autor entrou no nosso radar literário em 2014, a partir dessa data não mais o perdemos de vista.

Os Lindos Braços da Júlia da Farmácia é uma compilação de contos, o género literário que J. Rentes de Carvalho elegeu para nos contar as suas aventuras pelo mundo: 

“…nasceu em 1930, Vila Nova de Gaia. Obrigado a abandonar o país por motivos políticos, viveu no Rio de Janeiro, em São Paulo, Nova Iorque e Paris, trabalhando em vários jornais. Em 1956 passou a viver em Amsterdão, onde se licenciou e foi docente de Literatura Portuguesa entre 1964 e 1988. Dedica-se desde então, exclusivamente à escrita e a uma vasta colaboração em jornais portugueses, brasileiros, belgas e holandeses, além de várias revistas literárias.”

Em minha opinião, J. Rentes de Carvalho escreve de uma forma escorreita e muito interessante. 

Concluo, recomendando que partam à descoberta de J. Rentes de Carvalho…


 

 

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Livro: A Obsessão da Portugalidade, Onésimo Teotónio Almeida, Quetzal, 2018.

 É o terceiro ensaio que leio do autor, aprendo muito com ele, aprendo a refletir e a organizar o meu pensamento sobre certos assuntos.

Onésimo Teotónio Almeida (Onésimo T. A.) é professor universitário numa universidade norte-americana, a Brown (Providence, Rhode Island), aí doutorou-se em Filosofia, sendo catedrático no Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros, lecionando ainda em outros estabelecimentos de ensino.

É muito prolífero na escrita, académica e literária, um académico exigente, um espetador atento do nosso país, assume-se como um divulgador e representante de Portugal na América, apesar de longe, muito presente na vida cultural portuguesa através de viagens sucessivas entre o território norte-americano, as Ilhas Açorianas (de onde é natural) e o Continente português, é dono de um grande sentido de humor.

Para este livro, Onésimo T. A. reuniu um conjunto de textos que já antes publicara em livros e revistas, exceto um, alguns sofrerem modificações, outros foram lidos em conferências e palestras.

O tema desta compilação de textos conduz-nos em busca do sentido da portugalidade:

“Com enorme frequência surgem livros com Portugal no título, interrogando-se sobre quem somos, porque somos assim, ou como modernizar Portugal sem abandonar o seu passado, elaborando diagnósticos do País, apontando-lhe as mazelas e sugerindo-lhe medicação. O presente livro não pretende fazer nenhum diagnóstico nem oferecer uma receita. Ele resulta de uma leitura do destino da nossa cultura e daquilo que, após o 25 de Abril, se vulgarizou apelidar «a questão da identidade nacional». Em resumo, os pensadores portugueses que procuram refletir o País deparavam-se com um problema a necessitar de explicação: como passou Portugal do glorioso empreendimento dos Descobrimentos para séculos seguidos de letargia? O Portugal real, autêntico, era o de Quinhentos, ou o que prolongadamente se seguiu? Como poderemos encarar o futuro com tanto passado atrás de nós ainda por resolver?”

Recomendo vivamente a sua leitura…