As primeiras aquisições literárias em gozo de férias...
quinta-feira, 25 de abril de 2019
8 de abril de 2019.
Olá!
Já não chove, ainda assim fomos às compras, o Luís quase terminou o volume 1 da trilogia do Záfon, urgia abastecer a sua mesa de cabeceira.
Além de 2 novos títulos, trouxemos 2 novos separadores (faço uma espécie de coleção) e 1 saco para minha coleção de sacos...
A tarde promete, precisamos de ir movimentar o esqueleto, vamos a ver...
Já não chove, ainda assim fomos às compras, o Luís quase terminou o volume 1 da trilogia do Záfon, urgia abastecer a sua mesa de cabeceira.
Além de 2 novos títulos, trouxemos 2 novos separadores (faço uma espécie de coleção) e 1 saco para minha coleção de sacos...
A tarde promete, precisamos de ir movimentar o esqueleto, vamos a ver...
21 de março de 2019.
Dia Mundial da Poesia
Instrumento de sombras
coração, instrumento de sombras
e silêncios vibrantes, coração que te destróis
na turvação da alma
de que matéria é feita a lucidez com que palpitas
e sabes o que vai acontecer?
Instrumento de sombras
coração, instrumento de sombras
e silêncios vibrantes, coração que te destróis
na turvação da alma
de que matéria é feita a lucidez com que palpitas
e sabes o que vai acontecer?
rente às águas fluviais, a neblina é mais espessa
entre os choupos de inverno
também o amor é uma arte do tempo, uma
melodia delgada e frágil instalada em novembro,
tocada num instrumento de sombras
e pressentimentos, na indecisa fronteira
entre a vida e a morte, um dia
a chuva há-de diluir tudo
na sua música, nas cadências da sua
lenta anestesia.
Vasco Graça Moura
In Poesia Reunida, Quetzal, 2012.
entre os choupos de inverno
também o amor é uma arte do tempo, uma
melodia delgada e frágil instalada em novembro,
tocada num instrumento de sombras
e pressentimentos, na indecisa fronteira
entre a vida e a morte, um dia
a chuva há-de diluir tudo
na sua música, nas cadências da sua
lenta anestesia.
Vasco Graça Moura
In Poesia Reunida, Quetzal, 2012.
16 de março de 2019.
Como no meio da alface, dos limões, das pêras, dos cogumelos, dos
iogurtes magros, do Arinto e do Dão, se abastece o cabaz com alimento
para o espírito...
Como Carlos Ruiz Záfon conquistou o Luís e Raul Brandão me conquistou, também nós vivemos numa Ilha desconhecida...
Como Carlos Ruiz Záfon conquistou o Luís e Raul Brandão me conquistou, também nós vivemos numa Ilha desconhecida...
5 de março de 2019.
A manhã não inspirava confiança, em alternativa fomos à livraria!
O Luís está quase a terminar a leitura de A Espada e a Azagaia, do conterrâneo Mia Couto e era preciso reforçar a mesa-de-cabeceira, segui pela segunda vez uma recomendação de um amigo facebokiano, o Artur e trouxemos um romance que nos fala de livros...
O Luís está quase a terminar a leitura de A Espada e a Azagaia, do conterrâneo Mia Couto e era preciso reforçar a mesa-de-cabeceira, segui pela segunda vez uma recomendação de um amigo facebokiano, o Artur e trouxemos um romance que nos fala de livros...
2 de março 2019.
Não vos contei, sentia-me exausta, mas ontem, na caixa do correio recebi
além da conta da luz, uma oferta pela renovação da revista LER, um
ensaio, parece interessante...
segunda-feira, 25 de março de 2019
Livro: A Educação Sentimental, Gustave Flaubert, Relógio d’Água, 2008.
Gosto de regressar ao convívio com aqueles
escritores que considero intemporais, A
Educação Sentimental, é apenas o segundo livro que li de Gustave Flaubert (1821-1880)
e dizem os especialistas que é um clássico da literatura.
Gostei de ler Madame Bovary, do mesmo autor, mas na verdade achei A Educação
Sentimental, uma obra mais estruturada e completa.
Ambos são romances de época, de critica social
e bastante polémicos, se em Madame Bovary, Flaubert retrata a vida de uma
mulher casada, que se sentia espartilhada pelas convenções sociais e desejosa de se sentir livre e amada,
já em A Educação Sentimental, o autor desenvolve um enredo à volta de um
personagem masculino que procurando a ascensão social e o reconhecimento
público, anseia por encontrar e viver um grande amor, saltitando de mulher em
mulher procura entre os diversos tipos sociais de mulheres encontrar a tal…
A época conturbada em que decorre a ação emoldura
um retrato social de um conjunto de gentes que procuravam manter os seus bens e
status intocáveis, a aristocracia, outros, os burgueses, desejavam ascender socialmente
e procuravam atingi-lo através da política e a grande maioria, o povo,
despoletava uma revolução em busca de uma vida melhor.
Flaubert escreve de uma forma tal que sentimos
estar a viver aqueles momentos e a sentir aquelas emoções.
Concluo estas breves palavras, convidando-vos a
descobrirem Gustave Flaubert…
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